Michael Jordan aldrabou estatísticas e trabalhou na cozinha: o que o documentário não conta

Diretor do 'The Last Dance' revela momento que acabou por não constar nos 10 episódios

O documentário 'The Last Dance', que retrata a última temporada em que os Chicago Bulls se sagraram campeões da NBA (1997/98), é por estes dias o fenómeno desportivo principal num mundo em que a bola 'não anda'. Para já, apenas dois dos 10 episódios viram a luz do dia mas já se sabe que muitas horas de gravação tiveram de ser cortadas (a equipa da ESPN teve acesso exclusivo à equipa durante toda a época, logo o material era abundante). Agora, o diretor do documentário veio a público revelar um desses momentos que não constará da mini-série.

Mais concretamente, Jason Hehir contou como o melhor basquetebolista da história foi obrigado a mentir sobre os seus números de carreira e a trabalhar na cozinha para participar num prestigiado campo quando ainda andava no liceu. "Entre o segundo e o terceiro e último ano, o seu treinador no Liceu de Laney, em Wilmington, conseguiu enviá-lo para um campo cinco estrelas aldrabando as suas estatísticas. Foi preciso embelezar os seus números porque ele não estava no radar dos olheiros, até porque ninguém ia ver miúdos a Wilmington", começou por contar durante o 'The Dan Le Batard Show with Stugotz'.

E, como muitas vezes aconteceu ao longo da sua carreira, Michael Jordan surpreendeu tudo e todos. "Esteve lá durante uma semana, que era o período que os pais conseguiam pagar. Exibiu-se a um nível tal que foi o MVP do campo nesse período. Estavam lá o Patrick Ewing e o Len Bias [n.d.r.: um dos melhores basquetebolistas de sempre ao nível universitário, que morreu de overdose dois dias após ser escolhido no draft de 1986], mas o Michael - o Mike, como era conhecido na altura - 'partiu todos'", recordou.

O que veio a seguir mostra que, uma vez mais, Jordan soube ultrapassar a adversidade para se afirmar, num cenário quase impensável. "Imploraram-lhe para que ficasse para a segunda semana do campo, pois haveria mais treinadores de basquetebol universitário que o queriam ver. Os pais, porém, disseram que não tinham condições financeiras para mantê-lo lá por mais tempo. E eis que os responsáveis do campo responderam 'Ok, nós pagaremos a continuidade dele se ele trabalhar na cozinha como empregado e servir os outros rapazes'. E o Jordan acabou por ser também o MVP da segunda semana, entregando saladas de frutas e queijo aos outros participantes, para depois no campo 'destruí-los'. Há muitas coisas como esta que gostaria de ter contado mas tivemos de nos focar na época de 1997/98", rematou Jason Hehir.

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