Manchester City complica vida a Wolverhampton e Tottenham ao ganhar recurso

Exclusão por dois anos das competições europeias imposta pela UEFA foi anulada

• Foto: Reuters

O Tribunal Arbitral do Desporto (TAS) anulou a exclusão por dois anos das competições europeias de futebol imposta pela UEFA ao Manchester City, por violação das regras do fair-play financeiro, anunciou esta segubda-feira a mais alta instância jurisdicional desportiva.

"O Manchester City não dissimulou os seus contratos de patrocínio, mas falhou em cooperar com a UEFA", decidiu o TAS, cujo painel composto por três juízes deu provimento parcial ao recurso interposto pelo Manchester City.

O campeão inglês nas duas últimas épocas foi condenado ao pagamento de uma multa no valor de 10 milhões de euros, motivada pela falta de cooperação com a investigação da UEFA, mas conseguiu reverter a decisão mais gravosa, de exclusão das provas europeias nas próximas duas temporadas.

A UEFA tinha excluído em fevereiro o clube por "quebras significativas" das regras do fair-play financeiro, estabelecidas pelo organismo de cúpula do futebol europeu, nomeadamente, através da sobrevalorização de receitas de patrocínios entre 2012 e 2016.

Na ocasião, o treinador espanhol Pep Guardiola garantiu que continuaria à frente da equipa, da qual fazem parte os internacionais portugueses João Cancelo e Bernardo Silva, "independentemente do que acontecesse" relativamente à exclusão das provas continentais.

A decisão da UEFA partiu de uma investigação iniciada em março de 2019 e que teve por base uma série de documentos publicados no site Football Leaks, criada pelo português Rui Pinto, em prisão domiciliária em Portugal e a aguardar julgamento, divulgados pela revista alemã Der Spiegel em novembro de 2018.

O City nunca desmentiu a autenticidade dos documentos, mas argumentou que foram roubados e utilizados fora de contexto, e, já hoje, em comunicado emitido quase ao mesmo tempo do que foi divulgado pelo TAS, congratulou-se com a decisão.

"[O Manchester City] congratula-se com as consequências da decisão de hoje, que valida a sua posição e as provas que pôde apresentar", referem os 'citizens' em comunicado publicado no sítio oficial na Internet.

A reação da UEFA fez-se também imediatamente após ter sido tornada pública a decisão do TAS e igualmente em comunicado, reafirmando o compromisso com as regras do fair-play financeiro e explicando que o tribunal tomou a decisão assente em dois pressupostos.

"Os especialistas do TAS consideraram que não existiam provas suficientes para confirmar as conclusões da Câmara Adjudicatória do Órgão de Controlo Financeiro (CFCB) neste caso concreto e que muitas das presumíveis infrações tinha prescrito devido ao período de cinco anos previsto nos regulamentos da UEFA", indicou o organismo.

A decisão desta segunda-feira é desfavorável para o Wolverhampton, treinado pelo português Nuno Espírito Santo, que é sexto classificado e assim fica mais longe da qualificação para a Liga dos Campeões, e para o Tottenham, orientado por José Mourinho, oitavo colocado, com menos hipóteses na luta pelo acesso à Liga Europa, quando faltam três jornadas para o fim da Liga inglesa.

Por Lusa

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