Sérvia campeã: Sangue, suor e lágrimas

ganhou quem demonstrou uma maior capacidade de sofrimento

Sérvia campeã: Sangue, suor e lágrimas
Sérvia campeã: Sangue, suor e lágrimas • Foto: getty images

«O futebol são onze contra onze e no fim ganha a Alemanha.» A teoria de Gary Lineker, prodigioso avançado inglês da década de oitenta, não se confirmou na Nova Zelândia, quando tudo parecia apontar nesse sentido. É que a seleção alemã e a Seleção Nacional foram as grandes responsáveis pelo melhor futebol que se praticou no Mundial sub-20 e pareciam destinadas a repetir a final do último Europeu sub-19. Contudo, a ineficácia demonstrada no segundo jogo do mata-mata, a que se juntou o desempenho fatídico no desempate por pontapés de grande penalidade, fez com que ambas as seleções caíssem com estrondo nos “quartos”.

Vingou uma nova teoria: no fim, ganhou quem demonstrou uma maior capacidade de sofrimento e soube resistir até vencer. Foi essa a história de uma Sérvia muito bem organizada do ponto de vista tático, sempre fiel a um 4x2x3x1/4x4x1x1 cirúrgico na competência demonstrada na perceção do processo defensivo e na determinação colocada na exploração de contragolpes letais, que conseguiu superar quatro prolongamentos e uma derrota na jornada de estreia – ante o Uruguai – para festejar com sangue, imensurável suor e um mar de lágrimas a conquista do cetro mundial. Vinte e oito anos depois da geração de ouro do futebol jugoslavo, onde resplandecia a qualidade superlativa de Prosinecki, Boban, Mijatovic, Suker e Jarni, ter afiançado a conquista do título mundial sub-20 no Chile.

Nesta geração, o maior talento chama-se Andrija Zivkovic (Partizan), um extremo canhoto à direita, fulminante na exploração de diagonais e desequilibrador no um contra um, bem secundado pelo guardião Predrag Rajkovic (Estrela Vermelha), que se destaca pela presença física imponente sem perder reflexos, agilidade e elasticidade, pelo defesa-central Milos Veljkovic (Tottenham), que com a sua inteligência e sagacidade posicional comanda o setor recuado, pelo médio-defensivo Nemanja Maksimovic (Astana), um jogador completíssimo – perdido no exótico campeonato do Cazaquistão – que destrói, constrói e irrompe pelo meio-campo adversário, e pelo médio multifunções Sergej Milinkovic-Savic (Genk), uma clara mais-valia do ponto de vista tático, técnico e físico que se revelou determinante para o êxito ao desempenhar as funções de «falso 10», a que juntou ainda o oportunismo de Ivan Saponjic (Partizan), um garoto de 17 anos com um apetite voraz pela baliza adversária. 

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