Rony preferiu usar as quinas

até podia jogar neste mundial pelo brasil

Rony preferiu usar as quinas
Rony preferiu usar as quinas • Foto: epa

Rony Lopes tem sido uma das apostas de Hélio Sousa neste Mundial sub-20. Amanhã, frente ao Brasil, tudo indica que o camisola 10 seja novamente titular. Ironia do destino, a verdade é que o médio-ofensivo até poderia estar nesta competição com a camisola… canarinha. Record conta-lhe toda a história mas, para isso, é preciso recuar no tempo.

Rony Lopes nasceu em Belém, no Brasil, e mudou-se para Portugal aos 4 anos. E foi no nosso país que cresceu e se tornou futebolista, primeiro no Poiares (clube da terra), passando depois pelas camadas jovens do Benfica antes de rumar ao Manchester City. Sabendo da dupla nacionalidade, o Brasil manteve o jovem no radar enquanto ele evoluía a nível de clubes e também na Seleção portuguesa – mais de 50 internacionalizações desde os sub-15 aos sub-21.

Em março do ano passado, a seleção canarinha passou à ação. Depois de várias observações ao vivo – dois elementos da estrutura da CBF estiveram 10 dias em Manchester – Alexandre Gallo, então selecionador sub-20 e olímpico, entrou em contacto com Rony Lopes e apresentou-lhe o Projeto Olímpico. Um plano traçado pelo Brasil que contempla um trajeto ascensional com passagens pelo Mundial sub-20 até chegar aos Jogos Olímpicos de 2016, no Rio de Janeiro. Depois desta primeira abordagem, o contacto seguinte de Alexandre Gallo foi ainda mais concreto: convidou Rony Lopes a participar na Panda Cup, na China, em junho de 2014. "Trata-se de um bom jogador, com leitura de jogo e forte técnica e fisicamente", elogia o treinador.

Reação

A FPF teve conhecimento deste assédio e contra-atacou, apresentando a Rony Lopes os planos traçados para ele. Planos esses que incluem uma evolução natural até chegar à Seleção principal. Mas a preocupação não tinha razão de ser. Isto porque o jovem agradeceu o convite a Alexandre Gallo, assumiu o orgulho pelo convite de um país com tanta matéria-prima, mas vincou a sua posição. "Portugal e a Seleção portuguesa sempre foram a minha família", respondeu.

Apesar de tudo, a lei ainda permite que Rony escolha o Brasil, uma vez que ainda não foi utilizado na Seleção principal de Portugal num jogo oficial. No entanto, a vontade do jogador é fazer carreira com a camisola portuguesa. Um cenário idêntico ao de Raphael Guzzo, que nasceu em São Paulo e também foi sondado para representar o Brasil.

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