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Os melhores momentos do póquer português no World Series of Poker

A bandeira portuguesa senta-se agora à mesa das principais competições do mundo, com vitórias expressivas e muita versatilidade

Portugal ainda não tem muita tradição quando o assunto são as modalidades das cartas, mas nos últimos 10 anos a realidade tem vindo a mudar. A popularização mundial do póquer também chegou a terras lusitanas.

Reconhecido pelas autoridades internacionais como um desporto focado na estratégia e técnica, o póquer ganhou o coração de muitos portugueses, que se tornaram profissionais na modalidade. Atualmente, representam o país em competições pelos casinos ou em torneios online.

Numa década que se tornou a mais importante da história do póquer português, está na altura de perceber melhor o fenómeno de sucesso. Fazemos uma viagem no tempo através dos principais momentos dos jogadores portugueses, entre 2010 e 2019, com especial foco nos títulos dos jogadores nacionais no World Series of Poker (WSOP).


Primeiras conquistas em 2012


A World Series of Poker acontece desde 1970 na cidade de Las Vegas, famosa pelos seus vários entretenimentos. É aqui que se reúnem os principais jogadores de póquer à escala planetária, uma vez que a cidade acolhe o mais importante e popular torneio do planeta - o que lhe vale o reconhecimento como campeonato do mundo de póquer.

Até à última década, nenhum português tinha conquistado um título na World Series of Poker, o que é um indicador da pouca representatividade do póquer português nos principais campeonatos dos Estados Unidos.

A primeira vitória de Portugal aconteceu em 2012, com o título de Francisco Costa Santos. Conhecido como Yuran, o adepto do Benfica venceu uma etapa de Omaha e entrou para a história com a bracelete mais cobiçada do póquer mundial.

No mesmo ano, Jonathan Aguiar tornou-se o segundo português de sempre a vencer a World Series of Poker. Numa etapa que aconteceu em Cannes, França, o jogador conseguiu mais de 250 mil euros - uma das vitórias com maior prémio de póquer em Portugal. A World Series of Poker europeia tem também uma grande importância a nível mundial, ainda que as suas características sejam diferentes da versão tradicional - que acontece anualmente em Las Vegas.


Em 2018, o conimbricense Diogo Veiga fez as honras


Foram precisos mais seis anos para que Portugal voltasse a vencer na World Series of Poker. Em 2018, Diogo Veiga, natural de Coimbra, ganhou a terceira bracelete lusitana no maior torneio de cartas do planeta.

No Texas Hold’em, a performance de Diogo despertou o interesse de vários jogadores do póquer mundial, brilhando ao mais alto nível. "Portugal é um dos países que me chamam à atenção entre os novos que estão a conseguir resultados expressivos", disse a estrela Daniel Negreanu após a vitória de Diogo Veiga na competição.


Ano de vitórias em 2019 com conquistas múltiplas


No ano passado, Portugal voltou a brilhar nos torneios, com as vitórias de João Vieira e de Tomás Ribeiro. A conquista de Vieira foi uma das maiores de sempre no póquer português, com um prémio arrecadado de 758 mil euros na modalidade Texas Hold’em. João Vieira provou que, mais do que um vencedor esporádico, é um jogador versátil. Tornou-se uma referência na modalidade Omaha, uma variante do póquer que deriva do Texas Hold’em em vários aspetos, mas que tem peculiaridades únicas.

Tal como João Vieira, o jogador Tomás Ribeiro também é especialista no Omaha, vencendo a sua primeira bracelete através dessa modalidade na República Checa, no Kings Resort da cidade de Rozvadov. "O nível de jogo foi muito bom. É um lugar especial, com comida muito boa e uma estrutura de ótima qualidade. Um lugar para jogar póquer. Fiquei feliz com a minha conquista", disse o jogador em entrevista ao site Poker PT. Na mesa final, composta por oito jogadores, Tomás Ribeiro era o único português ainda em torneio. Começou o último dia de jogos em terceiro lugar, mas conseguiu arrecadar a liderança até ao fim do evento.

As vitórias na World Series of Poker também foram acompanhadas pela excelente participação portuguesa no European Poker Tour de Barcelona. Na etapa, realizada entre agosto e setembro, vários jogadores do país, como Miguel Lopes, André Moreira, Filipe Oliveira e outros, tiveram ótimos momentos no evento.


Expectativas otimistas para o futuro


Portugal demorou muito para alcançar um título na WSOP, mas a partir do momento em que o conseguiu, já muitas conquistas se seguiram. Com três vitórias nos últimos dois anos, a atual geração portuguesa de póquer mostra que há muita qualidade no póquer português e que o país tem potencial para se tornar um dos mais respeitados da Europa.

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