Pinto da Costa volta a atacar o Governo pela "perseguição ao futebol"

Presidente do FC Porto com pena afiada na revista 'Dragões'

• Foto: Ricardo Jr.

No mesmo dia em que o Governo anunciou que os recintos desportivos de todas as modalidades poderão preencher até um terço da sua lotação com espectadores, embora só a partir de 14 de junho, Pinto da Costa voltou a atacar os governantes.

Na edição de junho da revista 'Dragões', publicada esta quarta-feira, o presidente escreveu um artigo com o título "Perseguição ao futebol", onde volta a exigir demissões, a propósito dos critérios díspares que têm sido aplicados ao futebol em particular e ao desporto em geral, quando comparados aos que se verificam noutras áreas da sociedade.

"Se não houver explicações, como já disse publicamente, não resta alternativa aos responsáveis por isto: têm de se demitir ou ser demitidos. E se os seus superiores não tiverem competência ou coragem para fazê-lo, também não têm outra saída que não seja o abandono de funções. O hábito de as culpas morrerem solteiras é uma das principais causas do atraso de Portugal em tantos domínios", escreveu o presidente com a pena afiada.

Antes, Pinto da Costa começa por elogiar a capacidade de organização demonstrada na final da Liga dos Campeões, que terminou com vitória do Chelsea sobre o Manchester City, por 1-0.

"(...) Só pode encher os adeptos do FC Porto de orgulho. Não por qualquer deslumbramento especial em relação a um jogo que é obviamente muito importante – felizmente, os portistas estão habituados a vibrar com a própria equipa em encontros da maior relevância -, mas porque o clube voltou a dar cartas, em colaboração com a UEFA e a Federação Portuguesa de Futebol, e exibiu uma superior capacidade de organização. Também isto não é novidade, ou não devia ser", arrancou Pinto da Costa, prosseguindo depois com outras provas dadas em períodos conturbados pela Covid-19.

"Recordo, já no contexto da pandemia que começamos a ultrapassar, a forma brilhante como foram organizadas as eleições do FC Porto de há um ano ou o jogo a que chamaram teste-piloto com o Olympiacos para a Liga dos Campeões, em outubro. Nessas duas ocasiões, correu tudo na perfeição. A 29 de maio aconteceu a mesma coisa", reforçou.

No seguimento, veio mais uma farpa direcionada aos responsáveis políticos. "Parece, no entanto, que o Governo português não conhece a capacidade de organização dos clubes nacionais ou não confia neles. Para um jogo internacional, mesmo realizado em Portugal, foi autorizada a presença de mais de 14 mil adeptos nas bancadas. Se em causa estivesse um encontro da Liga Portuguesa ou da Taça de Portugal, o estádio estaria vazio. É verdade que não faltariam alternativas aos nossos adeptos. Se quisessem, podiam ir aos milhares para o Pavilhão Super Bock assistir a concertos. Se morassem em Lisboa, podiam ir a uma praça de touros participar em espectáculos de comédia", notou, para terminar de seguida.

"Ou seja, até podiam participar em eventos com aglomeração de pessoas, desde que decorressem em espaços fechados e com muito menos condições do que os estádios. Se alguém tiver alguma explicação, agradecia que ma enviasse, porque ninguém entende esta diferença de critérios e perseguição ao futebol", concluiu Pinto da Costa.

Por Record
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