Cova da Piedade e as suspeitas levantadas pelo Aves: «Teorias da conspiração racista»

Edgar Rodrigues, diretor geral do clube de Almada, responde a António Freitas, presidente avense

• Foto: Fernando Ferreira

O diretor geral do Cova Piedade, Edgar Rodrigues, catalogou como "teoria da conspiração racista" as suspeitas levantadas pelo presidente do Desportivo das Aves, António Freitas, que apelou para uma investigação às ligações entre as duas SAD. Em declarações publicadas esta sexta-feira pelo jornal A Bola, António Freitas questionou "quem iria beneficiar se o [Desportivo das] Aves descesse" e respondeu que seria "o Cova da Piedade".

"Parece que há excelentes relações entre elementos da SAD do Aves e do Cova da Piedade. Portanto, investigue-se", disse António Freitas, numa afirmação sobre a qual Edgar Rodrigues disse que o presidente dos nortenhos "tem 24 horas para se retratar publicamente e, se não o fizer, terá de responder em tribunal".

A SAD do Cova da Piedade é liderada por um empresário de ascendência chinesa, Kuong Chun Long, a mesma nacionalidade que o líder da SAD avense, Wei Zhao. "Compreende-se a frustração e o desencanto do senhor presidente do Aves, principalmente quando o mais direto beneficiado pela aplicação das regras da Liga acaba por ser o Cova da Piedade que, como é por todos conhecido, tem lutado por ver reconhecidos os seus direitos noutra sede e que, por ironia do destino, a sucessão de episódios com o Aves veio determinar um desfecho por todos imprevisível", comentou Edgar Rodrigues.

O dirigente sublinhou, ainda, que "os comentários proferidos são, de todo, injustificados" e acrescentou que "o futebol não pode ter cor, nem raça, mas sim emoção e 'fair-play'".

O incumprimento dos requisitos de inscrição nas provas profissionais por parte do Aves e do Vitória de Setúbal levou a Liga a convidar, na quarta-feira, o Cova da Piedade para apresentar um processo de candidatura à II Liga, apesar de o clube ter sido despromovido ao Campeonato de Portugal por ocupar a penúltima posição quando o campeonato foi interrompido.

O Portimonense e o Casa Pia são os outros emblemas beneficiados no caso de os sadinos e os avenses não conseguirem regularizar as suas situações junto da Liga, uma vez que isso permitia aos algarvios permanecer na I Liga e aos 'gansos' continuar no escalão secundário.

Por Lusa

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