«Um erro que não devia ter acontecido»: Fernando Medina reage à cedência de dados de ativistas à Rússia

Autarca de Lisboa pede desculpa por "erro lamentável"

O presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina, reagiu esta quinta-feira à cedência de dados de ativistas à Rússia.

O autarca defende que foi "um erro lamentável que não devia ter acontecido" e que quer fazer um pedido de desculpa público aos três manifestantes. Em declarações aos jornalistas, Medina explica que "Lisboa orgulha-se de ser um espaço de liberdade, de segurança, de expressão e valorização dos direito humanos" que inclui o direito à manifestação em segurança.

Medina aponta ainda que há uma segunda razão pela qual este "erro lamentável" não deveria ter acontecido. "A segunda razão é a própria causa que está envolvida; a posição de Portugal e da UE tem sido de sintonia com os manifestantes de grande preocupação com os direitos humanos", aponta referindo-se ao opositor russo Navalny. 

"Quero fazer um pedido de desculpas público em nome da CML aos promotores da iniciativa por as coisas terem acontecido como aconteceram e não deveriam ter acontecido", sublinha. 

O autarca explica ainda que o erro se deveu a uma questão burocrática dos serviços que aplicaram nesta manifestação "aquilo que aplicam nas dezenas de manifestações que acontecem em Lisboa sobre os mais diversos motivos".

"Esta informação não podia nem devia ter sido transmitida", assume ainda.

Sobre as declarações feitas por Carlos Moedas e a oposição que pede a sua demissão, o autarca defende que é um caso de "aproveitamento político evidente que mostra bem mais o desespero da candidatura de Carlos Moedas do que qualquer tentativa que alguém acredita que haja um conluio do município com o regime de Vladimir Putin". 

Medina classifica ainda essa "expressão como um delírio desesperado".

Por Correio da Manhã
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