Frederico Morais: «O mar é a minha casa»

Surfista em entrevista

• Foto: DR Record

RECORD - Como foi este último ano de pandemia?

FM – Não tive Covid-19, felizmente. Fiz vários testes. Fiz bastantes viagens, mas correu sempre tudo bem. Sinto-me bem e saudável. Foi um ano complicado. Alguns campeonatos cancelados, mas deu para treinar e aproveitar Portugal e a família. Uma pessoa acaba por se focar e dar atenção a outras coisas.

R - Antes do início do circuito mundial esteve muito tempo em isolamento na Austrália. Foi difícil em termos físicos e mentais estar tanto tempo num quarto de hotel?

FM – Tive de cumprir a quarentena na Austrália. Foram 14 dias isolado. A primeira semana até foi tranquila, mas a segunda foi difícil e repetitiva. A cabeça começou a moer um bocado e tive de me aguentar. Tinha as minhas rotinas. Trabalhei com o meu psicólogo para que eu chegasse ao fim do dia e sentisse que tinha sido aproveitado e não estivesse numa inércia de quarto de hotel. Treinava com o meu primo Tomaz Morais, que é o meu preparador físico, via Facetime. Aproveitei para ler, tinha ajuda de uma PlayStation, meti a conversa em dia com a família, amigos e namorada. Passei a quarentena relativamente bem.

R - Quais são os objetivos para este circuito mundial?

FM – É difícil delinear objetivos. Obviamente que o primeiro é manter-me no circuito num ano tão complicado. Quase que não podemos confirmar as etapas que vão acontecer, porque há sempre o risco do Covid cancelar eventos. Gosto de olhar etapa a etapa, tenho os meus objetivos delineados na minha cabeça, mas prefiro guardá-los para mim.

R - O surf está também muito associado às questões ambientais. É o seu caso?

FM – Esse é um ponto que cada vez me toca mais e me sensibiliza bastante. É importante o nosso papel na competição, mas também na continuidade do nosso planeta. A mim toca-me bastante a parte dos oceanos. O mar é a minha casa e tento sempre passar a mensagem de que temos de cuidar dos oceanos. Não só a eliminação dos plásticos, mas também a proteção da biodiversidade que garante o equilíbrio do ecossistema. O objetivo passa por conseguir sensibilizar cada vez mais as pessoas e reeducar os nossos hábitos. É um objetivo que temos de alcançar todos juntos e todos juntos vamos conseguir fazer a diferença.


Por Rafael Godinho
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