Goalball cresce impulsionado por guerreiros

Portugal acolheu Mundial da modalidade e seleções nacionais mostraram a sua valia

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Portugal acolheu Mundial de Goalball: seleções nacionais mostraram a sua bravura

Numa altura em que a atenção da maioria dos amantes de desporto está centrada no Campeonato do Mundo de Futebol, Portugal acolheu, no Centro de Desportos e Congressos de Matosinhos, o Campeonato do Mundo de Goalball, competição que decorreu entre 7 e 16 de dezembro. A prova coroou o Brasil e a Turquia nas vertentes masculina e feminina, respetivamente, mas o balanço dos dirigentes portugueses em relação àquilo que foi a participação lusa na prova não podia ser mais positivo.

"Entrámos sem pressão de nos qualificarmos para a segunda fase, mas, ao mesmo tempo, tínhamos a pressão de representar Portugal. Os atletas tinham noção disso, a única coisa que lhes foi pedido foi compromisso. Os guerreiros e as guerreiras que estiveram cá a representar Portugal fizeram-no com bravura", explicou Luís Gestas, presidente da Associação Nacional de Desporto para Pessoas com Deficiência Visual, entidade que rege a modalidade em Portugal.

À frente das equipas masculina, que venceu dois dos seis jogos que disputou (frente ao Canadá e à Argélia), e feminina, que não conseguiu somar qualquer triunfo, esteve Márcia Ferreira, treinadora que deixou muitos elogios aos atletas: "Além de ter as duas equipas, sou também diretora de prova, pelo que houve um grande trabalho antes da competição. Foram muitas noites sem dormir, mas voltava a fazer tudo de novo. Evolução do goalball? O que digo aos atletas é que tudo começa em nós. Temos de mudar mentalidades, é preciso haver clubes que apostem nos atletas porque eles trabalham arduamente pelas oportunidades."

Entretanto, Alexandre Almeida, jogador português, foi eleito o representante mundial dos atletas de Goalball.

Atletas lusos vivem um sonho

Com 28 golos apontados, Fábio Oliveira, capitão da Seleção portuguesa, foi um dos grandes destaques do Campeonato do Mundo. "Antes de tudo isto começar imaginávamos como seria ouvir ‘Portugal de um lado, Brasil do outro. Vai começar o jogo’. Agora é um sonho concretizado", frisou. Esta ideia, de resto, foi partilhada por Leonor Silva, capitã da Seleção feminina com apenas 19 anos de idade. "Já deixámos de ser um conjunto de pessoas que jogam juntas é já nos tornámos uma equipa, mas ainda temos muito para evoluir. Poder competir a este nível é uma grande experiência", vincou.

Por Diogo Matos
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